Não consigo lembrar exatamente aonde ouvi essa história pela primeira vez, mas desde sempre ela significou muito para mim. Talvez eu tenha me identificado pelo fato de gostar de falar, ou porque reconheci alguns tagarelas com quem convivo nessa classificação da carroça vazia. Então, hoje venho compartilhar essa história curta com aqueles que ainda não a conhecem!carroçaa

“Certa manhã o meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque.
Deteve-se subitamente numa clareira e perguntou-me:
– Além dos pássaros, ouves mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos e respondi:
Estou a ouvir o barulho de uma carroça.
– Isso mesmo, disse o meu pai, de uma carroça vazia.
Perguntei-lhe:
– Como sabe que está vazia, se ainda a não vimos?
– Ora, é fácil! Quanto mais vazia está a carroça, maior é o barulho que faz.
Cresci e hoje, já adulto, quando vejo uma pessoa a falar demais, aos gritos, tratando o próximo com absoluta falta de respeito, prepotente, interrompendo toda a gente, a querer demonstrar que só ele é dono da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer:
– Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz”!

Alguém se identificou ou identificou alguém?

Fica a reflexão: desconfie daqueles que falam demais, o tempo todo, sobre tudo e todo mundo. Ainda ontem escutei na minha terapia das Lobas, que quando uma mulher fala demais, é sinal de que há um desequilíbrio dentro dela. Porque gerar tantos ruídos externos é uma forma de calar, tentar silenciar aquilo que reside dentro de nós e que de alguma maneira, precisa sair.

Logo mais eu volto.

Beijos, Juliana Baron Pinheiro

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